Sexta, 22 Outubro de 2021
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POLÍCIA | PLANALTINA DE GOIÁS (GO)
12/03/2021 - 09:29
Pai corta couro cabeludo do filho com faca ao alegar que corte de cabelo era de "homossexual", diz polícia
Delegado disse que o homem assumiu estar embriagado no momento do ato, em Planaltina de Goiás. Ele pode ser indiciado por tortura ou lesão gravíssima contra o menino de 6 anos, a depender dos laudos do IML.
O Âncora GO
Ferimento na cabeça de criança que teve o couro cabeludo cortado pelo pai, segundo a polícia. / Foto: Reprodução Divulgação/Polícia Civil.

Um pai de 33 anos é suspeito de cortar o couro cabeludo do filho, de 6 anos, ao alegar que o corte de cabelo que ele estava era de "homossexual". O delegado Thiago César, que investiga o caso, disse que o homem chegou bêbado em casa e, além de agredir a criança, também ameaçou a esposa, em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.

"O homem foi ouvido e disse que chegou bêbado em casa, não gostou do corte de cabelo do menino porque era de homossexual e resolveu cortar o cabelo com uma faca. Mas ele cortou o couro cabeludo do garoto. Era para ser uma espécie de punição contra o menino", disse o delegado.

O caso aconteceu na terça-feira (9). O delegado relata que o homem foi preso pela Polícia Militar por desacato e resistência à prisão, pois xingou e tentou agredir os policiais.

O nome do suspeito não foi divulgado. Por isso, o G1 não localizou a defesa dele para se manifestar.

Thiago César afirmou que o homem continua preso até esta quinta-feira (11) porque o delegado plantonista fez representação pela prisão preventiva. Ele explicou que o pai pode ser indiciado por tortura ou lesão gravíssima, a depender dos laudos dos exames do Instituto Médico Legal (IML) realizados no menino, nesta quinta-feira.

Segundo o delegado, no dia da agressão, a criança foi socorrida em um hospital da cidade, onde passou por uma cirurgia reparadora na cabeça. Ele afirmou que o menino passa bem.

Em relação à ameaça contra a esposa, o delegado disse que ela não detalhou como elas ocorreram e que a orientou a procurar a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher.



Fonte: G1 GO

             
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