Domingo, 17 Outubro de 2021
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POLÍCIA | GOIÂNIA GO
23/10/2020 - 14:30
Operação apura venda irregular de terrenos públicos e cumpre mandados em endereços ligados a Carlinhos Cachoeira
São 10 mandados de busca e apreensão, sendo nove em Goiânia-GO e um em Anápolis-GO. Segundo a polícia, áreas seriam vendidas a empresa do filho de Cachoeira por um preço muito inferior ao de mercado.
O Âncora GO
Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás, Codego, em Goiânia-GO. / Foto: Reprodução Wildes Barbosa O Popular

Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta sexta-feira (23) investiga a venda irregular de terrenos públicos do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), a 55 km da capital, pertencentes à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego). Foram cumpridos mandados de buscas em endereços ligados a Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

Ao todo, são dez mandados de busca e apreensão, sendo nove em Goiânia-GO e um em Anápolis-GO. De acordo com a Polícia Civil, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Carlinhos Cachoeira, da ex-mulher dele, Andressa Mendonça, e de outros locais relacionados a eles.

Em nota, a polícia informou que os mandados foram cumpridos em seis residências, duas empresas e um na Codego. Foram apreendidos documentos, computadores e equipamentos eletrônicos.

A defesa de Carlinhos Cachoeira informou que não tem conhecimento da operação da Polícia Civil. O G1 tenta localizar a defesa de Andressa Mendonça.

A Codego informou que colabora com as investigações e que os mandados de busca foram em busca de informações de gestões anteriores. “A atual direção da Codego preza pela transparência e continuamente vem fortalecendo os seus departamentos de controle interno e compliance. Aliado a esse trabalho, a companhia investe na contratação de uma auditoria independente que executará uma ampla revisão dos procedimentos e contratos anteriores”, diz o comunicado.


INVESTIGAÇÃO 

São investigados quatro funcionários públicos e quatro empresários. Eles são suspeitos de alienação de bem público, associação criminosa, supressão de documento público e falsidade ideológica.

Segundo a polícia, a operação é um complemento de outras já realizadas neste ano para investigar irregularidades em um contrato feito entre a Codego e a empresa ETS Importação e Exportação, que tem como proprietário Matheus Henrique Aprígio Ramos, filho de Cachoeira. A reportagem tenta localizar a defesa de Matheus Henrique.

De acordo com as investigações, dois terrenos públicos localizados no Daia seriam repassados à empresa do filho de Cachoeira “sem as devidas formalidades para dispensa de licitação”. O processo para compra das áreas começou em 2017. Para a polícia, a principal hipótese é que foi montado um esquema com empresas laranjas para realizar a negociação e que servidores da Codego tinham conhecimento da irregularidade.

Em julho desse ano, a polícia já tinha começado a investigar o contrato. A suspeita é que os terrenos seriam vendidos por um preço muito abaixo do recomendado. Após o início das investigações, o acordo foi rompido. O Ministério Público também começou a apurar as supostas irregularidades.


Fonte: G1 GO

             
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