Quarta, 28 Julho de 2021
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POLÍCIA | ABADIÂNIA GO
19/11/2020 - 21:21
Jovem que confessou ter matado japonesa em Abadiânia-GO é suspeito de estuprar mulher e adolescente quando ainda era menor
Segundo polícia, atos infracionais ocorreram em 2017 e 2018. Rafael Lima da Costa, que está preso, admitiu ter matado Hitomi Akamatsu ao tentar roubá-la, na Casa Dom Inácio de Loyola.
O Âncora GO
Rafael foi flagrado por câmeras após morte de japonesa; ele é suspeito de dois estupros quando ainda era menor de idade. / Foto: Reprodução

Rafael Lima da Costa, de 18 anos, que confessou ter matado a japonesa Hitomi Akamatsu, 43, em uma cachoeira da Casa Dom Inácio de Loyola, é suspeito de estuprar, quando ainda era menor de idade, uma adolescente e uma mulher. Segundo a Polícia Civil, a garota foi abordada na saída da escola. Os casos ocorreram em Abadiânia-GO, no Entorno do Distrito Federal, mesma cidade onde a estrangeira foi assassinada.

Ainda de acordo com a polícia, Rafael não tem advogado constituído até o início da tarde desta quinta-feira (19). Pela morte de Hitomi, ele teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia e está detido em Alexânia-GO, a 30 km de distância de Abadiânia-GO.

O G1 contatou o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) por e-mail, às 13h20 desta quinta-feira, e questionou se Rafael chegou a cumprir medida socioeducativa por algum dos estupros e aguarda retorno.


ESTUPROS

O primeiro ato infracional atribuído a ele foi registrado em 3 de setembro de 2017. Segundo o boletim de ocorrência, na ocasião, com 15 anos e armado com uma faca, ele abordou uma mulher, de 28, a levou a uma mata e cometeu o crime.

Pouco mais de um ano depois, ele foi novamente apreendido por estupro. Em 29 de novembro de 2018, conforme outra ocorrência, uma garota de 16 anos informou que havia acabado de sair da escola quando foi abordada pelo suspeito.

A estudante relatou que, após questionar se ela conhecia uma pessoa, Rafael a imobilizou e a arrastou para um matagal. Ele também a ameaçou de morte caso ela gritasse ou reagisse, de acordo com o documento.

A adolescente afirmou em depoimento que foi ordenada a tirar a roupa e, em seguida, estuprada. Ela alegou aos policiais que pediu que ele parasse. Nesse momento, segundo os investigadores, Rafael voltou a ameaçar a garota de morte, e ela "implorou para não morrer".

Antes de ir embora, de acordo com o registro policial, ele roubou o celular da menina - mandando que ela desbloqueasse o aparelho - e R$ 5 que a vítima tinha no bolso.

A Polícia Civil informou que, por os casos correrem em segredo de Justiça, não poderia dar mais detalhes sobre as investigações.


JAPONESA ASSASSINADA

Rafael confessou ter matado Hitomi após tentar assaltá-la. Ele chegou a ser flagrado por câmeras de segurança após o crime, no último dia 10 de novembro.

Durante audiência na Justiça, ele disse que estava em casa quando oito homens lhe cobraram uma dívida de droga no valor de R$ 670. Diante disso, ele decidiu roubar para conseguir o dinheiro.

Ainda em depoimento, Rafael informou que viu a vítima tomando banho na cachoeira e que os pertences dela estavam próximos. Ele, então, revistou os itens, mas não encontrou nada de valor.

O rapaz relatou ainda que, ao suspeitar que a vítima pudesse denunciá-lo, decidiu matá-la enforcada usando uma camiseta. Segundo o jovem, após ela deixar de respirar e se mexer, esperou por mais cinco minutos para confirmar que ela tinha morrido e jogou o corpo em uma vala de enxurrada, cobrindo com pedras.

O corpo foi localizado na última segunda-feira (16), no terreno que fica dentro da entidade fundada por João de Deus, em Abadiânia-GO. Ela fazia tratamento espiritual no local havia dois anos.

A Embaixada do Japão no Brasil informou que está acompanhando o caso e em contato com pessoas próximas de Hitomi para agilizar os trâmites burocráticos. O corpo dela segue no Instituto Médico Legal (IML) de Anápolis-GO, a 40 km de Abadiânia-GO, até esta quinta-feira.


CASA DOM INÁCIO DE LOYOLA

Conhecida internacionalmente por receber pessoas em busca de tratamento espiritual, a Casa Dom Inácio de Loyola foi fundada por João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus.

Atualmente, ele está cumprindo prisão domiciliar em Anápolis, pois foi condenado pela Justiça por cometer crimes sexuais contra mulheres que iam ao local para atendimentos espirituais. João de Deus nega as acusações, e a defesa dele recorreu das sentenças.

A polícia disse que não há indícios de que haja qualquer envolvimento de João de Deus ou de algum membro da instituição com o crime.


Fonte: G1 GO

             
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