Segunda, 23 Maio de 2022
PUBLICIDADE
POLÍCIA | GOIÁS
09/05/2022 - 16:52
Irmãos donos de farmácias são presos suspeitos de vender remédios roubados de cargas avaliadas em mais de R$ 2 milhões
Polícia Civil recuperou mais de R$ 500 mil em medicamentos nas quatro farmácias visitadas em Goiânia e Aparecida. Segundo delegado, itens eram para tratar dores, câncer e bronquite.
O ÂNCORA GO
Remédios apreendidos pela Polícia Civil de Goiás em farmácias de Goiânia e Aparecida de Goiânia. Foto: Divulgação/Polícia Civil. Reprodução.

A Polícia Civil de Goiás prendeu dois irmãos donos de farmácias suspeitos de vender remédios de alto custo roubados de cargas em São Paulo e Paraná. O prejuízo dos assaltos foi avaliado em mais de R$ 2 milhões. Nas quatro farmácias investigadas em Goiânia Aparecida de Goiânia, a Operação Fármaco conseguiu recuperar cerca de um quarto do valor em produtos.

O delegado Alexandre Bruno, responsável pela investigação, informou que os irmãos foram presos em flagrante suspeitos de receptação, na sexta-feira (6), quando foram cumpridos os mandados de busca e apreensão. Também de acordo com o policial, a dupla segue detida nesta segunda-feira (9).

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados, por isso o g1 não conseguiu descobrir quem representa a defesa deles para pedir uma posição sobre o caso.

As apurações foram feitas pela corporação goiana em parceria com as polícias dos outros dois estados onde houve o roubo de cargas.

"Eram medicamentos contra dor, de combate ao câncer, à bronquite asmática e de alto valor. Grande parte dos remédios foi recuperada", explicou.

g1 questinou quantas caixas ou qual o valor estimado em medicamentos que pôde ser apreendido, mas a informação não haviam sido divulgadas até 12h15.


Esquema criminoso

Ainda de acordo com o delegado, as cargas de remédios foram roubadas em São Paulo e no Paraná no final de março e parte desses medicamentos levados às farmácias por outra pessoa da família dos presos.

Alexandre detalhou que os remédios chegavam às drogarias, eram "esquentados" com notas fiscais falsas e vendidos ao consumidor final pelo preço de mercado - ou seja, não eram mais baratos e geravam alto lucro aos criminosos.

O delegado também disse que, junto às polícias de SP e PR, vai pedir a prisão preventiva dos outros envolvidos no esquema.


Fonte: G1 GO

             
    PUBLICIDADE