Domingo, 24 Outubro de 2021
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POLÍCIA | CASCAVEL - PR
23/08/2021 - 16:21
Empresário que espancou ex por 4h deixa cadeia e vai para clínica de reabilitação
Agressor será internado em clínica no Paraná, usará tornozeleira e não pode fazer contato com vítima.
O ÂNCORA - MT
Jhonatan Galbiatti Mira, de 26 anos . / Foto: Reprodução

A Justiça converteu a  prisão do empresário Jhonatan Galbiatti Mira, de 26 anos,   em internação em clínica para recuperação de  dependentes químicos, pelo período de  seis meses. Ele que é acusado por espancar a ex-namorada por 4 horas com uma barra de ferro, se entregou à Polícia Civil no dia 13 de julho.

O agressor será internado em uma clinica no Paraná. A denúncia já foi oferecida por tortura, cárcere privado e porte de arma. Contudo,  a defesa feita pelo advogados Valber Melo, Fernando Cesar de Oliveira e Johnan Toledo requereram a desclassificação da tortura para lesão corporal e o afastamento dos crimes de cárcere e porte de arma.

O juiz Roger Augusto Bim Donega marcou a audiência de instrução para o dia 17 de setembro,  onde ouvirá as vitimas e testemunhas, e o próprio acusado, por teleconferência. A reportagem tentou contato com a defesa, contudo não obteve retorno. O caso segue em segredo de Justiça. De acordo com as informações obtidas por  ,  os familiares se comprometeram a interná-lo.

“Verifica-se da peça defensiva que em decorrência do estado grave ao qual chegou o acusado, que causou grande sofrimento a ele próprio, aos familiares e a terceiras pessoas (vítima e familiares), como se denota dos autos, diante disso, os seus genitores se comprometeram a procederem com a internação do réu Jonathan Galbiatti Mira  junto à clínica  Centro de Valorização à Vida localizada na cidade de Cascavel (PR) visando o tratamento de desintoxicação. “, diz trecho da decisão.

O magistrado destacou que nada sinaliza que queira se furtar à aplicação da lei penal ou que esteja colocando em risco a instrução criminal por meio de ameaças a vítima e/ou testemunhas, até porque   Jonathan ficará internado em uma clínica de reabilitação de dependência química.

Ele deferiu a concessão da prisão domiciliar condicionado ao cumprimento nas seguintes medidas cautelares:  isolamento e recolhimento por tempo integral na clínica saindo somente na segunda (23) para a colocação de tornozeleira eletrônica na cadeia pública local e o percurso até  Cascavel (PR) para tratamento clínico, pelo prazo de seis meses; comparecimento obrigatório a todos os atos processuais; não cometer novo delito. Fica vedado a aproximação e contato com a vítima; fica proibido ao acusado manter contato com a vítima e seus familiares por qualquer meio de comunicação. Uso de tornozeleira eletrônica e uso do botão do pânico pela vítima.

“Ademais, informo que embora cumprida em casa à prisão domiciliar ainda é uma prisão preventiva, sujeita as mesmas obrigações, regras e ônus daqueles existentes no cumprimento da segregação em estabelecimentos prisionais. Advirto que, em caso de descumprimento das medidas fixadas, poderá ter a prisão domiciliar revogada e a sua prisão decretada, notemos do artigo 313”, afirma.

O caso 

O empresário foi até à Delegacia de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Primavera do Leste com o pai e advogados e se entregou em 13 de julho. Em seguida, foi cumprido o mandado de prisão pelo crime de lesão corporal grave no âmbito de violência doméstica. O crime foi investigado pela delegada Anamaria Machado Costa. Ela ouviu Jhonatan, que foi  levado para exame de corpo e delito e depois para a Cadeia Pública de Primavera, onde fica agora à disposição da Justiça. O inquérito que apura os crimes, também de injúria e ameaça, segue para a fase de conclusão.

As cenas de violência contra a ex-namorada aconteceram dentro da mansão do empresário, em Primavera do Leste. No dia 19 de maio, os dois estavam na casa dele quando Jhonatan teria pego o celular da vítima e, em seguida, a forçado a lhe dar a senha do aparelho. Descontrolado, o ex-namorado bateu na cabeça da vítima várias vezes. Ela teve um ataque de pânico e não conseguiu sair do local ou pedir ajuda, sendo torturada por quatro horas. Segundo o relato à polícia, ela chegou a ficar inconsciente.

Foi para casa de carro na manhã do dia seguinte e, os pais dela, ao verem o estado da filha, decidiram levá-la ao médico. Os exames e tomografia apontaram uma mancha no cérebro da jovem.


Fonte: RDNews

             
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