Segunda, 21 Junho de 2021
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POLÍCIA | APARECIDA DE GOIÂNIA GO
24/03/2021 - 16:48
Considerado maior estuprador em série de Goiás é condenado a mais 8 anos de prisão por estuprar mulher em lote baldio, diz MP
Crime julgado aconteceu em 2019, em Aparecida de Goiânia (GO). Réu foi indiciado por outros 31 estupros e está preso. Decisão cabe recurso.
O Âncora GO
Homem considerado o maior estuprador em série de Goiás é preso suspeito de 47 abusos. / Foto: Reprodução Polícia Civil/Divulgação.

Considerado o maior estuprador em série de Goiás, Wellington Ribeiro da Silva foi condenado a mais 8 anos de prisão por um estupro que aconteceu em 2019 em um lote baldio de Aparecida de Goiânia (GO), na Região Metropolitana da capital. Réu foi indiciado por outros 31 estupros e está preso no presídio da cidade. A decisão cabe recurso.

O G1 pediu um posicionamento à Defensoria Pública por e-mail, às 11h36, e aguarda retorno.

A audiência aconteceu na última segunda-feira (22). De acordo com a denúncia oferecida pela promotora de Justiça Valéria Cristina de Paula Magalhães, no dia, a vítima caminhava pela rua, no setor Buriti sereno, quando foi surpreendida pelo acusado, que pilotava uma moto.

Ainda conforme a denúncia, ele sacou uma arma e anunciou um assalto, ordenando que a mulher lhe entregasse o celular e a bolsa. Em seguida, ordenou que ela subisse na garupa da motocicleta e a levou até um lote baldio, onde cometeu o estupro.

Quando foi preso, em 2019, uma avaliação psicológica feita pela polícia mostrou que o réu é frio e sabia com plena consciência a gravidade do que estava fazendo. Ele também chegou a admitir que cometia os crimes sempre usando o capacete de moto.

SENTENÇA

Ao proferir a sentença, a juíza Débora Letícia Dias Veríssimo ponderou que os relatos da vítima no boletim de ocorrência na Polícia Civil e no termo de declarações em juízo foram coerentes e harmônicos, inexistindo contradições ou mudanças de narrativa sobre sua versão do ocorrido, o que lhe confere credibilidade.

Segundo a magistrada, a palavra da vítima, nos delitos sexuais, cometidos às escondidas e longe de outras testemunhas, "assume preponderante importância, por ser a principal fonte de provas de que dispõe a acusação para demonstrar a responsabilidade do acusado".

Além disso, de acordo com a magistrada, o exame de perícia criminal verificou a presença de DNA de origem masculina nas amostras biológicas relacionados à vítima e estabeleceu condição de verossimilhança com o perfil genético masculino obtido do réu.

Ao dosar a pena, a juíza condenou o réu a sete anos de reclusão, como pena-base, e aumentou um ano em razão da agravante da reincidência. No entanto, o absolveu do crime de roubo, em razão da falta de provas. Também arbitrou indenização de R$ 5 mil em favor da vítima, o MP-GO havia pedido indenização de R$ 50 mil. A juiza manteve ainda a prisão preventiva do réu.

PRIMEIRA CONDENAÇÃO

O réu já foi condenado a 9 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado por estupro, no dia 24 de setembro de 2020. Segundo a denúncia do crime que foi julgado na época, a vítima é uma mulher que estava saindo de uma escola na Vila Romana, em Aparecida de Goiânia (GO), quando foi abordada pelo autor do crime.

De acordo com o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), o criminoso estava sentado em sua moto usando o aparelho celular quando viu a vítima passar, sacou a arma e apontou para a cabeça dela anunciando um assalto. Segundo a denúncia, o autor forçou a vítima a entrar em lote baldio na região, onde cometeu o estupro.

De acordo com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), ainda há outras 17 ações penais em andamento contra ele pelo mesmo crime.

OPERAÇÃO IMPIUS

A força-tarefa que resultou na prisão de Wellington, batizada de Impius, durou 45 dias e envolveu mais de 40 pessoas. Ela teve início após a Polícia Técnico-Científica encontrar o perfil genético dele em várias vítimas de estupros.

Segundo a polícia, em 2015, foram coletados vestígios do criminoso em uma vítima e inseridos no banco genético. Em 2017, foi coletado novo vestígio de outra vítima e coincidiu com a amostra anterior.

No mesmo ano, de acordo com as investigações, apareceram outras quatro vítimas compatíveis ao material genético do suspeito. No final de 2018 já somavam nove mulheres, e isso chamou a atenção da Polícia Técnico-Científica, que avisou à Polícia Civil.

A identificação do maior estuprador em série de Goiás está entre as investigações criminais mais importantes do mundo. O concurso "DNA Hit of the Year" avalia investigações criminais em que a análise do DNA foi essencial para esclarecer casos.



Fonte: G1 GO

             
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