Quarta, 27 Outubro de 2021
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POLÍCIA | ITUMBIARA GO
11/02/2021 - 14:31
Após três adiamentos, vigilante é julgado por matar porteiro depois de discussão por bolinha de papel
Segundo a denúncia, câmeras de segurança registraram quando Wallas Gomes de Lima matou a tiros Guilherme Alves Pereira, em outubro de 2018, no condomínio onde trabalhavam.
O Âncora GO
Guilherme Alves Pereira, de 22 anos, é morto durante o trabalho em condomínio de Itumbiara (GO). Foto: Reprodução/ TV Anhanguera.

Após três adiamentos, acontece nesta quinta-feira (11) o júri popular do vigilante Wallas Gomes de Lima, de 29 anos, acusado de matar o porteiro Guilherme Alves Pereira, de 23 anos, no condomínio em que trabalhavam em Itumbiara (GO), região sul de Goiás. Segundo a investigação, o réu atirou contra a vítima depois de uma discussão por uma bolinha de papel, em 2018. Um vídeo registra o crime.

O julgamento é presidido pela juíza Thaís Lopes Lanza Monteiro e acontece no fórum da cidade. O júri começou por volta de 8h30 e, até as 12h, não fora concluído.

Wallas está preso desde 29 de maio de 2019. O G1 não conseguiu contato com a defesa do acusado na manhã desta quinta-feira. Durante o andamento do processo, a advogada que o defende, Valéria Cristina Mamede, alegou que o crime não se deu por causa de "uma bolinha de papel", conforme consta na denúncia.

Segundo a defesa, Wallas estava sendo ameaçado pela vítima, após ter reportado ao chefe deles que o porteiro fumava maconha no horário de trabalho. A advogada também afirmou que Wallas já havia perdido um colega segurança, morto a tiros após ser ameaçado, o que deixou o acusado "traumatizado" e que, diante disso, matou Guilherme para se proteger das ameaças de morte.

ADIAMENTOS

Ainda segundo a defesa, o júri foi inicialmente adiado pelo próprio magistrado em razão da pandemia de Covid-19, pois justificou que o tribunal não conseguiria atender, na ocasião, todas as exigências necessárias para evitar a disseminação do coronavírus. Segundo Valéria, nas outras ocasiões, ela estava de atestado médico devido a crises de pedras na vesícula.

Em entrevista à TV Anhanguera, a mãe da vítima, Simone Alves, disse que espera que o réu seja condenado. Ao falar sobre os adiamentos do julgamento, ela afirma que "não vê a hora de colocar um ponto final nessa história".

"É muito doído passar por tudo isso. Relembrar todas as vezes que foi adiado, não é fácil para mim", disse Simone.

CRIME

O porteiro foi morto a tiros no dia 13 de outubro de 2018, no condomínio em que trabalhava, em Itumbiara (GO). Na data, câmeras na portaria do condomínio onde vítima e réu trabalhavam registraram quando o porteiro foi assassinado a tiros.

A gravação mostra que Guilherme vai ao próprio carro e, quando está voltando, é rendido pelo segurança. O porteiro levanta as mãos para o alto, vira-se de costas e é baleado. Já caído ao chão, mais tiros são disparados contra a cabeça da vítima. Outros seguranças chegam depois e ficam desesperados.

Na época da investigação policial, o delegado Ricardo Chueire contou que, horas antes de ser morto, o porteiro chegou a mandar uma mensagem a um amigo dizendo que havia sido ameaçado.

À época, as investigações apontaram que a discussão entre os dois começou por conta de um papel jogado no chão.

"O vigilante atirou uma bola de papel no chão da guarita do porteiro, que pediu que ele catasse. Eles iniciaram uma discussão", disse Chueire ao fim das apurações.

Também conforme o delegado, vítima e réu já tinham se desentendido em outra ocasião. "Houve uma discussão a respeito da divisão do gasto de combustível e, desde então, a relação deles estava abalada", afirmou.



Fonte: G1 GO

             
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