Quarta, 27 Outubro de 2021
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COTIDIANO | CONFRESA MT
15/12/2020 - 10:30
Famílias fazem bloqueio em BR-158 em protesto contra despejo e reintegração de posse de terra em MT
São mais de 60 famílias despejadas de terra em que vivem há 24 anos, após empresa que conseguiu terreno em leilão judicial requerer a área.
O Âncora MT
Bloqueio é feito em BR-158 em MT. / Foto: Reprodução Divulgação.

Um trecho da BR-158, em Confresa-MT, no nordeste do estado, foi bloqueado nesta segunda-feira (14) por moradores rurais que manifestam contra uma reintegração de posse e despejo de mais de 60 famílias em uma área rural que fica a 50 km da rodovia. Mais de 10 mil hectares.

De acordo com Alex Venâncio, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o bloqueio não tem previsão para acabar. Os moradores se revezam no local. As famílias moram na região, que tem mais de 10 mil hectares, desde 1996, quando um grupo empresarial dono do terreno entrou em falência.

Em 2018, a Justiça de São Paulo determinou a realização de leilão judicial da área para saldar dívidas do grupo falido. A segunda instância da Justiça de São Paulo-SP determinou a suspensão do processo de falência, em virtude dos recursos que questionam a validade desse leilão.

Apesar disso, os arrematantes da área conseguiram uma carta precatória para a reintegração de posse.

A Justiça de Vila Rica-MT, para onde foi encaminhado o processo, suspendeu a medida por 60 dias, para realização de estudo preliminar pelo comitê militar, nos temos determinado pelo Corregedoria Geral de Justiça de Mato Grosso.

No entanto, a defesa da arrematante entrou com recurso e conseguiu um mandado de segurança para o despejo e reintegração da posse das 60 famílias, o que causou o conflito na região.

Segundo Alex, as famílias estão apreensivas, porque dez carros de segurança privada já estão na região para fazer o despejo. Os ocupantes pedem às autoridades que a situação seja revista.

"Eles pedem respeito em cima de uma situação que eles entendem que estão certos, por direito. Muitos construíram sua vida na região e correm o risco de ser despejado sem nenhum direito. Os moradores não têm para onde ir e só pedem o reconhecimento da luta deles", afirma.



Fonte: G1 MT

             
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