Domingo, 17 Outubro de 2021
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BRASIL | REFLORESTAMENTO PROJETO
22/08/2020 - 22:44
Dnit planeja reflorestamento em Parque Serra Azul durante obra do Contorno Rodoviário
Ainda em fase de elaboração, o projeto deve atender áreas de pastagem que serão convertidas em mata com o plantio de mudas nativas.
O Âncora MT - Gestão Ambiental BR-070
Parque Estadual Serra Azul possui trilhas e cachoeiras, abertas ao público. / Foto: Carlos Muniz/Sema-MT

A supressão vegetal da obra do Contorno Rodoviário de Barra do Garças-MT será compensada com um projeto de reflorestamento em parte degradada do Parque Estadual Serra Azul. O chamado plantio compensatório está em fase de elaboração de projeto e deve atender a áreas em estado de regeneração natural do parque, indicadas pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema).

O projeto é desenvolvido pela Superintendência de Mato Grosso do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), autarquia responsável pelas obras no contorno, em parceria com a Sema. Segundo o órgão, para o reflorestamento, há a disponibilidade de locais onde a vegetação nativa foi convertida em pastagens, na época em que eram propriedades rurais com manejo de gado. Essas áreas foram desocupadas e indenizadas quando houve a implantação do parque.

As extensões onde foi retirado material mineral durante uma manutenção recente da estrada de acesso ao “Mirante do Cristo” também estão passiveis ao reflorestamento. O mirante é um dos pontos mais visitados do Serra Azul.

O Projeto de Plantio Compensatório e de Recomposição Florestal será elaborado como parte do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas, uma das demandas atendidas pelo serviço de Gestão Ambiental da obra. A previsão é de que até o final de 2021 as mudas nativas da região comecem a ser plantadas nas áreas determinadas.

Entre os benefícios ao parque, está a recomposição da flora de áreas alteradas por ações humanas e, consequentemente, a ampliação de habitats para a fauna. O Serra Azul possui 11 mil hectares, se estendendo entre os municípios de Barra do Garças e Araguaiana.

Na zona de uso intensivo, há trilhas de cachoeiras, mirantes e outros atrativos onde é permitida a visitação. Mas a maior parte da unidade de conservação é de uso restrito e acesso proibido.

É recomendado aos usuários não se distanciarem das áreas sinalizadas, pois o acesso indevido é crime ambiental. Também é proibida a entrada de fósforo, isqueiros, apetrechos de tabacaria e animais domésticos.

A realização de qualquer conduta em desacordo com os objetivos da unidade de conservação ou que proporcione danos à área pode acarretar em multa de R$ 200,00 à R$ 100 mil, conforme o decreto federal nº 6.514/2008.

             
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