Segunda, 23 Maio de 2022
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AGRONEGÓCIOS | MATO GROSSO
06/05/2022 - 21:03
Produção de milho teve redução de 3% em comparação com a última safra em MT, diz pesquisa
Estiagem é um dos motivos da queda da produtividade no estado.
O ÂNCORA MT
Palha de milho está seca devida a falta de chuvas no estado. Foto: Reprodução/TVCA.

A produção de milho na safra 2021/2022 teve uma redução de 3% em comparação com a safra passada em Mato Grosso. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), mesmo com o aumento da área semeada, a estiagem é um dos motivos da queda da produtividade no estado.

Os dados mostram que as lavouras de milho ocupam 6,31 milhões de hectares, representando 8,17% a mais que a área da safra passada. A explicação para esse incremento está na demanda crescente de milho no mercado.

O que também contribuiu foi o adiantamento da semeadura. Quase 83% das lavouras foram plantadas dentro do período ideal.

A produtividade estimada é de 103,8 sacas por hectare, 3,26 % a menos do que no levantamento anterior.

Essa queda, segundo a pesquisa, tem a ver com a redução no volume de chuvas no mês de abril em grande parte das regiões produtoras. Neste mês, a perspectiva é que a estiagem continue, principalmente no centro-sul e no oeste mato-grossenses.

De acordo com o meteorologista Celso Oliveira, o La Niña é o principal fenômeno causador da estiagem.

"De curto prazo o La Niña trouxe problemas sérios, principalmente, nesse último verão na região sul. A longo prazo há uma falta de chuva mais persistente e que é observada especialmente no Sul e no Centro-Oeste do país. Há algumas décadas, na região, o tempo é mais úmido e seco", disse.

O especialista explica que a pouca chuva no estado está dificultando a realização de duas safras.

"O período de chuva no Brasil vem ficando mais curto nos últimos anos, fazer as duas safras há uma certa dificuldade. A qualidade da chuva que vem caindo durante esses últimos anos está deixando a desejar. A chuva até acontece, mas de forma irregular e não é mais aquela abrangente como acontecia antes. Aqui no Centro-Sul do país o que percebemos é que as frentes frias até passam, mas muito distantes e não se conectam com a umidade da Amazônia, provocando a estiagem", contou.


Fonte: G1 MT

             
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