Quarta, 27 Outubro de 2021
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Estenio José Martins Mota
Estudante de Farmácia
Os desafios da COVID-19 em uma sociedade já impactada
04/07/2020

Atualmente a humanidade enfrenta um dos maiores desafios de saúde pública da história provocados pelo avanço da pandemia do novo Coronavírus, impactando diretamente em todos os seguimentos de um mundo marcado pela globalização do século XXI. Nesse momento a preocupação com a saúde e com a assistência social lideram os debates dentro de todos os setores organizacionais da sociedade, ou pelo menos deveriam.

Uma sociedade que vinha de uma imersão em uma era tecnológica, marcada pelo antagonismo da supervalorização da estética e do exibicionismo exacerbado, com um corpo social extremamente ansioso, depressivo e melancólico, de repente se viu aprisionada em suas casas, mudando seus hábitos, ou até mesmo intensificando outros.

Torna-se notável a grandiosa preocupação de grande parte da sociedade frente aos acontecimentos provocados por essa crise. Famílias se desfazendo, sonhos sendo interrompidos, planos sendo refeitos, ameaças da instabilidade econômica mundial, a estagnação de classes menos favorecidas em áreas sociais e educacionais são algumas das aflições em questão. Uma sociedade já marcada por acontecimentos históricos e que, nem de longe, estava preparada para enfrentar essa grande ‘tempestade’ agora se vê em meio ao furacão.

Profissionais de saúde compõem o exército escalado para a guerra contra o inimigo invisível que nos assola, trabalhadores de todos os serviços essenciais também integram esse grupo com grande maestria e que por vezes são esquecidos. A saúde mais uma vez torna-se um grande campo de batalha que já enfrentou guerras como a Poliomielite, o Sarampo e a Peste Bubônica, além de batalhas em curso como a disputa com o Aedes aegypt e a terrível epidemia do tabagismo que por ora alia-se com o SARS-CoV-2 (Coronavírus)

Embora o foco esteja em uma nova doença, vale lembrar o relógio não parou para outros problemas, como o caso do tabagismo que também é uma doença epidêmica e um grande problema de saúde pública, que afeta não somente os fumantes, mas, todas as pessoas expostas à fumaça do tabaco.  A dependência à nicotina, devido ao consumo de qualquer produto derivado do tabaco, como exemplo, o cigarro, charuto, rapé, narguilé, entre outros, provoca diversas complicações na saúde humana e favorece a disseminação do novo Coronavírus, seja pela ato frequente do fumante levar as mãos a boca, ou seja pelo uso compartilhado das piteiras do narguilé.

O relógio também não parou para as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), geralmente associadas ao sedentarismo como a obesidade, diabetes e cardiopatias, e pode ter disparado para patologias como o mal secular da depressão.

Desse modo, faz-se extremamente necessário que criemos momentos para maiores reflexões internas somadas a mudanças de hábitos e novas adaptações. Talvez seja esse o momento adequado para cuidarmos de nós mesmos, crescermos enquanto seres humanos, na solidariedade e quem sabe até mesmo a escolha para deixarmos vícios de lado, interrompendo ciclos de autodestruição.

O que nos resta é confiar na capacidade da ciência em poder driblar essa grande adversidade, ter esperança e fé de que dias melhores virão. Independente de denominação religiosa, a fé é e sempre será um grande remédio para a humanidade. De minha parte fica o meu grande agradecimento a todos os guerreiros dessa grande batalha.

“A ciência não é uma ilusão, mas seria uma ilusão acreditar que poderemos encontrar noutro lugar o que ela não nos pode dar.” - Sigmund Freud -

         
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